IA

Mais workshops

Uma turma ótima participou do workshop de AI estratégica. Gostei da experiência e agradeço o convite do Instituto Intranet Portal e a presença de todos! (na fotinho aqui embaixo, fazendo um exercício) 

E agora os próximos:

A Try promove o "Usabilidade: modo de usar". Vai ser no dia 01/10, sexta-feira, antes do EBAI. Vou participar como uma das facilitadoras, junto com Carol Leslie, Ana Coli e Maria Ercília Galvão Bueno. Aqui tem o programa do workshop e link para inscrições.

E o Instituto Intranet Portal está com inscrições abertas para Governança e Gestão de Conteúdo na Era do Enterprise 2.0, ministrado pelo Fernando Viberti.

 

Agora que o Google dominou o mundo, ainda precisamos de menus hierárquicos?

Esses dias a questão pulou da boca de um entrevistado: "Depois que surgiu o Google, a gente se acostumou a simplesmente digitar uma palavra, apertar ok e encontrar tudo sobre o assunto". 

Em outras palavras, esse usuário prioriza a busca em detrimento da navegação. Não tenho dados sobre quantas pessoas preferem buscar ao invés de navegar. Mas, baseado no que vejo em testes de usabilidade, entrevistas e observação contextual - além da vida diária nesse lugar chamado internet -, acredito que as pessoas estão cada vez buscando mais. Afinal, como bem apontou o entrevistado, a gente se acostumou com o Google.

Então, por que nós arquitetos de informação damos tanta importância à estruturação de menus hierárquicos? Não conseguimos começar nada antes de fazer um sitemap. Esquecemos que mesmo a home page às vezes nem é vista pelos usuários que chegam direto a alguma página interna a partir de uma lista de resultados de busca.

Menus hierárquicos e taxonomias são importantes, é claro, e não me parece que vão deixar de ser. A informação precisa "morar" em algum lugar. Além disso, certos usuários não sabem o que querem, e não saberão que palavra digitar numa interface de busca. Não saberão como achar um conteúdo a não ser que este conteúdo lhes seja oferecido. Os conteúdos precisam ser apresentados em uma vitrine - na home page e/ou num menu hierárquico.

Mas as coisas importantes também têm uma estrutura hierárquica. Então, vamos primeiro às mais importantes - que talvez seja estruturar a informação/conteúdo pensando em formas de acesso nem sempre lineares e organizadas - e sim diferenciadas, caóticas, bagunçadas. Como a vida.

No Summit de 2008, na pré-conferência"Information Architecture 3.0", Peter Morville disse que a arquitetura de informação do futuro contemplaria a habilidade criar uma camada de estrutura para o conteúdo e a classificação criados pelo usuário. Ou seja, deixar o usuário criar conteúdo e classificações ("be messy, experiment the whole data thing"), e depois organizar isso e otimizar as formas de apresentação e de busca ("help people refine what they are doing").

Se o trabalho do AI será fortemente centrado em classificar e indexar o conteúdo de maneira robusta e não necessariamente hierárquica, mas olhando as relações entre os conteúdos, as palavras-chave e os objetos, realmente o que fazemos está mudando. Já não é mais desenhar caixinhas em wireframes - e talvez daqui a pouco também não seja colocar conteúdos dentro de (outras) caixinhas e etiquetá-las.

Nós somos os caras que planejam os ambientes em que as pessoas vão se relacionar e mudar sua cultura. Pense nisso.

 

Workshop AI estratégica para intranets e portais corporativos

No dia 24 de agosto, vou dar o workshop Arquitetura de informação estratégica para intranets e portais corporativos, promovido pelo Instituto Intranet Portal. As inscrições já estão abertas. O workshop é voltado para a turma que trabalha em empresas (no cliente) e que já tem alguma experiência com AI corporativa. Eu achei que o preço ficou um tanto salgado, mas garanto para quem for que vai valer a pena insistir com seu gestor para conseguir que a empresa pague sua inscrição... 

Hoje foi publicado um artigo no Intranet Portal que dá uma visão do que será tratado no workshop e o que, exatamente, eu quero dizer com arquitetura de informação estratégica. E aqui vai o programa do workshop:

O que é User Experience

  • Mudanças na atuação do AI
  • User Experience
  • Como realizar um trabalho realmente estratégico e por que você deveria se importar com isso

Por que AI para portais e intranets é diferente

  • O que é Enterprise Information Architecture
  • Principais características, diferenças, vantagens de fazer AI para ambientes restritos
  • Como tratar a questão das plataformas de portais

Primeira etapa de um projeto de intranet: pesquisa / levantamento

  • Conteúdo é (quase) tudo
  • O que observar e quem entrevistar
  • Técnicas de entrevista, observação e análise
  • Ferramentas e documentação

Segunda etapa do projeto: diagnóstico e principais definições

  • Fazendo a "mágica" transição da pesquisa para o planejamento
  • O trabalho de síntese

Como fazer social na sua intranet

  • Por que utilizar ferramentas sociais na sua intranet
  • Ultrapassando o firewall
  • "Pessoa física" x "pessoa jurídica"
  • A importância da reputação em portais corporativos

O Twitter está em todas - até dentro da sua empresa

  • Exemplos de utilização do Twitter por empresas internacionais
  • Por que usar o Twitter e como melhor aproveitar a ferramenta
  • Alternativas ao Twitter

Terceira etapa: planejamento

  • Como transformar as etapas anteriores em estratégia
  • Design games: aproveite que seu usuário é seu vizinho de bancada
  • E um pouco de "little AI": wireframes, protótipo navegável, sistemas de navegação
  • Teste com protótipo 
  • Hi-fi x Lo-fi: quando, como a para quem

Desenvolvimento, implantação, gestão de conteúdo e governança

  • O que o AI tem a ver com isso?
  • O trabalho do AI depois de entregues os wireframes

 

Definindo fronteiras

Um post rápido só para comentar um assunto que surgiu esses dias na lista e provocou certa polêmica (que não pretendo incentivar). Se não me falha a memória, alguém disse que arquitetura de informação e design de interação eram coisas bem diferentes, e que, no mercado, só temos que fazer as duas juntas por desinformação ou por falta de profissionais qualificados. Acho que foi isso, mas nem estou bem certa. Na verdade, esse é um assunto antigo, que inflama o povo, tem a ver com little IA x big IA, se discute isso em todos os eventos, etc. E tem relação com a mania da gente de querer categorizar, rotular, e finalmente definir "the damn thing".

Depois da discussão na lista, o Fred lançou um twit dizendo que só "newbies" acham que AI e design de interação são a mesma coisa (eu vi, eu vi ;)

Não compartilho com ele esta opinião afiada, mas o certo é que a mistura é provocada por muita desinformação (o que, infelizmente, é uma característica do mercado de AI brasileiro). Eu sempre achei que eram coisas bem diferentes, e tenho dito que, numa equipe ideal e num mercado maduro, existiria um profissional para cada coisa. E que a gente aqui no Brasil faz tudo junto porque já é difícil que se contrate um cara de UX, imagine mais de um. E porque aqui ainda acham que arquitetura de informação é fazer wireframes - na verdade, agora é "mexer no Axure e fazer protótipo". Eu sempre sofri com isso - porque sou muito melhor como arquiteta de informação do que como designer de interação ou como "planejadora de interface". Hoje em dia, quando me vejo rabiscando página para ser montada no Axure, fico me perguntando how the hell eu acabei fazendo isso - que na faculdade a gente aprende a chamar de diagramação, e que não é feito por jornalistas, e sim por designers gráficos. Tem gente que faria isso muito melhor do que eu. Acabei aprendendo alguma coisa porque para ser AI tenho que fazer isso também, mas não tenho a menor familiaridade com o processo que define se esta caixa fica melhor na direita ou na esquerda da página e etc. Jornalista edita, gente da arte diagrama.

Bem, mas toda essa falação é pra dizer que daí, ontem, lendo o blog do Rogério Pereira, ele falou sobre a entrevista que o Gil Barros (com quem atualmente divido a bancada na Try alguns dias por semana) deu pro Luli, para o JumpCast. Na entrevista, o Gil falou das diferenças entre a arquitetura de informação, design de navegação e design de informação. Segundo o relato do Rogério, Gil explicou que "arquitetura de informação é o trabalho de categorizar e organizar as informações de uma maneira que faça sentido para o usuário" (é isso que eu sei e quero fazer!!!). O "design de navegação é como o usuário irá navegar por esses ambientes. E o design de informação é a etapa onde o profissional se preocupa em apresentar a informação de uma forma simples, compreensível e agradável".

Design de informação seria o que eu chamei ali em cima, de maneira muito simplificada, de diagramação e "rabisco de página". E vejam que o Gil nem sequer falou de design de interação: ficou com "design de navegação". Isso pra mim faz muito sentido. E certamente deve fazer o Fred feliz. Cada um com cada qual. E o design de interação realmente é um mundo muito mais vasto do que a navegação em ambientes digitais.

Agora posso voltar a fazer AI, please?

 

AI é profissional estratégico - notas sobre o EBAI 2008

O EBAI - Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação é uma oportunidade de conversar sobre os assuntos que só a gente gosta. É sempre bom ver que a comunidade está crescendo, e sempre bom encontrar o povo, uma chance rara. Pra mim é especialmente proveitoso, já que trabalho ou sozinha ou na Salve, uma agência pequena que ainda não conta com uma equipe de UX/AI.

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