mercado

Há clientes e clientes

Assim como há pessoas de tudo que é jeito - legais e antipáticas, arrogantes e amigas, gente boa e gente ruim - também tem clientes legais e clientes insuportáveis. É óbvio que quando a pessoa não é boa na vida em geral, não vai ser também agradável no trabalho. E, numa relação cliente-fornecedor, uma pessoa que já não é flor que se cheire, e ainda por cima está assinando o cheque, vai ser provavelmente um pesadelo em forma de reuniões e aprovações.

Eu já tive experiências terríveis com clientes insuportáveis. Gente que eu não gostaria nem de cruzar na calçada. Felizmente, hoje em dia tenho o prazer de trabalhar com algumas pessoas bem legais, que encaram o projeto de forma colaborativa, que não esperam que a gente simplesmente execute ordens, que gostam de debater, enriquecendo o processo e o resultado. Que entendem, enfim, que um site não é que nem um produto, que se encomenda e se especifica e se recebe pronto. Mas que é sim um verdadeiro retrato da instituição e de como ela encara a comunicação. No final, o site não tem a cara da agência, apesar de ser a agência que planeja, desenha, sugere. O resultado de um projeto de ambiente digital é tão bom quanto são as pessoas da empresa.

Por isso, cliente bom é pessoa do bem.

 

Galeria de estilo dos AIs - 2009

Ah, esse blog semi-abandonado... A falta de tempo, como sempre. E, se não tenho tempo para assuntos sérios - nem para um relato mais útil do EBAI 2009 - pelo menos aqui vai, com duas semanas de atraso, o resultado da Galeria de Estilo dos AIs. Que já é quase uma tradição no mercado!

E vocês achavam mesmo que eu ia deixá-los escolher sozinhos votando no Flickr? Aqui vão as unanimidades e a minha seleção pessoal dos mais estilosos:

Top de estilo feminino

Ela é praticamente hors concours: não tem pra ninguém, a Elisa é a mais estilosa. E sempre, não apenas no EBAI. Cada vez que vou no UOL presto atenção no que ela está vestindo.

Top de estilo masculino

Esse também é unanimidade. O guri sabe circular, com criatividade e peças exclusivas. Enter Lucas Sant'Anna!

 

Runner-up feminino

A garota é mega estilosa! Palmas pra Michelli Chu, gente.

 

 

Runner-up masculino

Sorry, não sei o seu nome! Mas quem precisa de nome quando esbanja estilo, né? (Apareceu o nome, é o Rodrigo Morbey)

 

Melhores sapatos

Letícia Cianconi e sua incrível galocha pink, Constança Val e sua excelente botinha xadrez, e o Emmo na inovação masculina.

 

Melhores estampas

Mário, com coisinhas lilás na camisa , e Sílvia Melo, com look de iluminar o auditório.

 

 

 

 

Melhores cabelos

Vou ficar devendo o nome, mas a moça à esquerda Amanda Constantino tem uma cor incrível. E a Mari, que está à direita aqui e na minha bancada de trabalho, arrasa no quesito franja (Const, a sua também é um luxo!).

 

 

Melhor look corporativo

Chiquésima, nossa representante no mundo corporativo, Lu Catonny!

 

 

Troféu "Los AIs Indies"

Não sei o nome, mas é uma fofa estilo pin up. E o Dudu Loureiro, sk8 or die forever.

Troféu acessórios

Iris e a melhor combinação sapatilha-bolsa; Carol Leslie e a divertida meia azul, Marcia e sua bolsa-laço.


Troféu não-perdeu-a-elegância-apesar-dos-deselegantes

Vai, é claro, para a Carla Martins, com nossos parabéns e votos de sucesso.

 

 

 

E foi assim em 2009. As fotos maiores estão na galeria no Flickr.

 

Todos vocês são cheios de estilo, e queria ter conseguido fotografar muito mais. E ah, como todo mundo já sabe e comenta, o EBAI 2009 foi o melhor de todos. Até o próximo.

 

Definindo fronteiras

Um post rápido só para comentar um assunto que surgiu esses dias na lista e provocou certa polêmica (que não pretendo incentivar). Se não me falha a memória, alguém disse que arquitetura de informação e design de interação eram coisas bem diferentes, e que, no mercado, só temos que fazer as duas juntas por desinformação ou por falta de profissionais qualificados. Acho que foi isso, mas nem estou bem certa. Na verdade, esse é um assunto antigo, que inflama o povo, tem a ver com little IA x big IA, se discute isso em todos os eventos, etc. E tem relação com a mania da gente de querer categorizar, rotular, e finalmente definir "the damn thing".

Depois da discussão na lista, o Fred lançou um twit dizendo que só "newbies" acham que AI e design de interação são a mesma coisa (eu vi, eu vi ;)

Não compartilho com ele esta opinião afiada, mas o certo é que a mistura é provocada por muita desinformação (o que, infelizmente, é uma característica do mercado de AI brasileiro). Eu sempre achei que eram coisas bem diferentes, e tenho dito que, numa equipe ideal e num mercado maduro, existiria um profissional para cada coisa. E que a gente aqui no Brasil faz tudo junto porque já é difícil que se contrate um cara de UX, imagine mais de um. E porque aqui ainda acham que arquitetura de informação é fazer wireframes - na verdade, agora é "mexer no Axure e fazer protótipo". Eu sempre sofri com isso - porque sou muito melhor como arquiteta de informação do que como designer de interação ou como "planejadora de interface". Hoje em dia, quando me vejo rabiscando página para ser montada no Axure, fico me perguntando how the hell eu acabei fazendo isso - que na faculdade a gente aprende a chamar de diagramação, e que não é feito por jornalistas, e sim por designers gráficos. Tem gente que faria isso muito melhor do que eu. Acabei aprendendo alguma coisa porque para ser AI tenho que fazer isso também, mas não tenho a menor familiaridade com o processo que define se esta caixa fica melhor na direita ou na esquerda da página e etc. Jornalista edita, gente da arte diagrama.

Bem, mas toda essa falação é pra dizer que daí, ontem, lendo o blog do Rogério Pereira, ele falou sobre a entrevista que o Gil Barros (com quem atualmente divido a bancada na Try alguns dias por semana) deu pro Luli, para o JumpCast. Na entrevista, o Gil falou das diferenças entre a arquitetura de informação, design de navegação e design de informação. Segundo o relato do Rogério, Gil explicou que "arquitetura de informação é o trabalho de categorizar e organizar as informações de uma maneira que faça sentido para o usuário" (é isso que eu sei e quero fazer!!!). O "design de navegação é como o usuário irá navegar por esses ambientes. E o design de informação é a etapa onde o profissional se preocupa em apresentar a informação de uma forma simples, compreensível e agradável".

Design de informação seria o que eu chamei ali em cima, de maneira muito simplificada, de diagramação e "rabisco de página". E vejam que o Gil nem sequer falou de design de interação: ficou com "design de navegação". Isso pra mim faz muito sentido. E certamente deve fazer o Fred feliz. Cada um com cada qual. E o design de interação realmente é um mundo muito mais vasto do que a navegação em ambientes digitais.

Agora posso voltar a fazer AI, please?

 

AI senior é bem raro e mais raro ainda é tirar o AI senior de onde ele está

A conversa com a Lets foi rápida, mas rendeu mais um post. (Cheia de posts hoje. Tá sem job? rsrs). Isso é que dá conversar com jornalista, tudo vira pauta. Mas esse é mais para pensar do que para concluir alguma coisa.

Slides da conferência de planejamento

Gareth Key e Adrian Ho já disponibilizaram os slides de suas apresentações, assim como posts sobre o evento.

Os slides de Gareth estão aqui - e no blog dele tem também outros posts em que ele explica seus pontos de vista sobre planejamento e publicidade. Vale a pena.

Os slides do Adrian estão aqui, junto com um post super fofo.

 

Vivendo e aprendendo com a conferência de planejamento GP08

A real é que passamos a vida procurando palavras que apoiem nossas teorias. Então escutamos apenas o que nos dá subsídios, e mesmo o que não dá é interpretado de modo a "caber" nas nossas teses. Eu vou falar sobre o GP08, mas já aviso: 1) cansada de eventos sobre internet e o mercado; 2) cansada de ter que ter opinião sobre tudo e de ter que ler e entender tudo;

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