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Lembrança do IA Summit 2008

Fuçando no Flickr achei essa foto tirada pela Sabrina no último IA Summit, em abril. Eu entre Jared Spool e Peter Morville. Ah, se conhecimento passasse por osmose... ;)

 

Protótipos gone crazy

Protótipos são tão comuns na pratica de AI, que o Summit teve um painel só para falar disso. Todd Zaki Warfel, Chris Conley, Anders Ramsey e Jed Wood responderam perguntas, mostraram exemplos de protótipos e falaram do processo de criação. Protótipos, na opinião deles, não servem apenas para simular interações. Podem ser também ótimas “piece of conversation”, quer dizer, algo que se leva para o cliente para engajar a participação e reunir respostas e sugestões.

Eu saí do painel com a certeza absoluta de que tinha que aprender muita coisa, começando por XHTML...

Interação com o design noruegues

Além dos britânicos, o maior grupo de europeus presentes no Summit veio da Noruega. Fiquei curiosa para saber por que há tantos arquitetos de informação e designers de interação noruegueses - ou por que tantos deles vieram para o evento.

(Este é meu motivo oficial para falar dos noruegueses, mas na verdade mesmo, eles eram os mais estilosos de todos, e eu simplesmente tinha que ir lá dar uma conferida, haha!)

O mundo não precisa de mais uma metodologia de user-centered design

"It's time we replace the 'user-centered design' dogma". Este conceito, que parece ter vindo de um inimigo da experiência do usuário, na verdade saiu da boca de um dos maiores especialistas no assunto. Jared Spool inaugurou oficialmente o IA Summit 2008 hoje pela manhã com uma palestra divertida e movimentada, cujo conceito principal foi derrubar o "totem sagrado" da UX/user experience. Super engraçado e simpático, Jared deu um show digno de stand-up comedy - em alguns momentos parecia o Seinfeld.

Folksonomia e taxonomia e questões relacionadas

Na conferência de Peter Morville (post abaixo), foi bastante comentada a questão taxonomia x folksonomia, e deu pra ver as dúvidas dos AIs sobre o futuro da AI em ambientes colaborativos.

Ele citou uma frase de David Weinberger, autor de "Everything is miscellaneous", que disse algo como "a taxonomia são árvores, a folksonomia são as folhas espalhadas". O comentário de Morville sobre isso foi: "as folhas espalhadas apodrecem e viram adubo para as árvores"... ou seja, as folksonomias podem ser usadas para refinar taxonomias e é tudo um trabalho colaborativo entre AIs e usuários.

Peter Morville e a "arquitetura de informação 3.0"

Inaugurando minha primeira participação no IA Summit, participei hoje da pré-conferência com Peter Morville intitulada "Information Architecture 3.0". Eu estava super curiosa para descobrir o que esse "luminar" da AI tinha a dizer sobre o futuro da arquitetura de informação. A conferência foi muito boa no sentido de proporcionar um fórum de discussão para os cerca de 80 profissionais presentes. O que se viu foram muitas questões, principalmente sobre web 2.0 e como fica o trabalho do arquiteto de informação em ambientes participativos.

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