As pessoas e interações são mais importantes que processos e ferramentas

Tanto tempo sem postar que dá até frio na barriga!

Ando querendo mudar esse blog, acho que perdeu o foco e o assunto, sem falar do layout que já cansou e dos problemas de segurança, spam, pau na instalação do Drupal, bla bla bla.

Mas o fato é que ando muito calada (reprimida?) e preciso de um lugar para ventilar de vez em quando, e esse blog ainda é o que temos. Então nele vamos.

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O título desse post é um dos princípios do Scrum que aprendi no último sábado, no workshop com Rodrigo Yoshima. Scrum é um método ágil de gerenciamento de projetos, ou, no meu entendimento, é um processo de condução de projetos que não usa o modelo "cascata". O modelo cascata é aquele que todos conhecemos, no qual as fases do projeto são dependentes, se encadeiam e alimentam as fases seguintes. E cada um faz a sua parte e ninguém se mete na parte do outro e por isso precisa uma montanha de documentação pra que os outros entendam o que a gente fez, já que ninguém se fala muito.

Deu pra perceber que eu não ando muito contente com o modelo cascata. Por isso fui lá tentar aprender mais sobre Scrum, que faz anos ouço falar.

Muitas coisas são legais no Scrum, mas o que mais fez sentido pra mim foi a possibilidade de perceber cedo se o projeto vai dar problema. Em um projeto cascata, geralmente dá problema - mas só dá pra ver que vai dar problema lá no fim. Quando precisa entregar e não tá pronto. No Scrum, dá pra avaliar se vai dar problema já no primeiro sprint, geralmente na segunda semana de projeto - e tomar as devidas medidas.

Outra coisa bacana é que o backlog permite que se gerencie mudanças (de idéia do cliente e de escopo) com muito mais classe e sem causar grandes dores de cabeça.

E, é claro, a cereja do sundae é o Scrumaster, que tem como principal atribuição "remover impedimentos" de qualquer espécie, para que a equipe possa se concentrar no projeto e fazer o que tem que ser feito. Genial.

Muitas dúvidas persistem, principalmente onde encaixar a pesquisa, planejamento e criação no processo Scrum - já que para mim pareceu mais adequado ao desenvolvimento do que às fases anteriores que precisam estar em projetos do tipo os que eu faço. E ficou uma certeza que é um tanto pessimista: na minha opinião, dificilmente Scrum será adotado de maneira massiva pelas agências digitais brasileiras. Simplesmente porque exige muita maturidade das equipes e dos chefes, que precisam delegar responsabilidades e ter certeza de que a coisa vai andar sem que ninguém fique empurrando. Scrum é para gente (empresas, gerências, equipes, chefes, indivíduos) madura, e não para meninos que precisam de controle, time sheets, ordens.

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E vamos assim, por enquanto ainda aqui. Feliz 2010!

Scrum em Agência

O que ouço da maioria dos gestores de projetos é que Scrum não se encaixa em agência porque são dezenas de projetos entrando e saindo, Scrum teria um desempenho melhor se cada pessoa pudesse se dedicar a um único projeto. Separei alguns links legais pra você Ale AGILE + UX: http://www.slideshare.net/logicadigital/agile-user-experience-presentati... http://www.alistapart.com/articles/gettingrealaboutagiledesign http://www.slideshare.net/leisa/agile-development-agile-design-web-20-ex... http://uxagile.com/ http://www.svpg.com/resources/Agile/Process.html http://www.useit.com/alertbox/agile-methods.html http://www.acarlos.com.br/blog/2008/12/agile-ux-como-integrar-ux-e-desen... http://gc.blog.br/2008/12/19/como-trabalhar-com-os-designers/ Espero que sejam úteis! beijos

Aprendendo o Scrum

Tive a umas 3 semanas atrás workshop com o Rodrigo Yoshima que está ajudando a inserir o Scrum aqui na agencia. Já tinha trabalhado com ele em outros lugares e gosto muito o problema é que muitas pessoas não absorvem realmente o que o scrum vem trazer de diferencial. Como você falou "Scrum é para gente (empresas, gerências, equipes, chefes, indivíduos) madura, e não para meninos que precisam de controle, time sheets, ordens." :**************

Alê, sabe uma coisa que gosto

Alê, sabe uma coisa que gosto no Scrum e que tem muito a ver com DCU ? É a forma de conseguirmos mapear o que realmente tem importância no projeto. Já trabalhei em muitos projetos interativos em que algumas funcionalidades eram solicitadas pelo cliente, levavam um bom tempo para ser desenvolvida, mas no fim, não gerava valor ao produto final.... Não era tão relevante ao negócio da empresa ou, o objetivo fim do projeto. Em Design Games, temos o “Divide the dollar” que tem uma função similar a uma das etapas do Scrum.

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