Por negócios - e não apenas sites - realmente centrados no usuário

Como arquiteta de informação, uma parte importante do meu trabalho é estudar o negócio e a estratégia da empresa do meu cliente. Ao fazer isso, muitas vezes percebo que a empresa precisa, mais do que um site novo, uma revisão de processos e/ou uma mudança no serviço ou no produto. No entanto, isso está distante do que eu estou lá para fazer, que geralmente é planejar um site. Eu já havia falado sobre isso meses atrás, e ontem uma frase do Tony Hsie trouxe de volta esta questão. A experiencia do usuário começa muito antes e termina muito depois da passagem do cara pelo site. Isso é bem óbvio, inclusive. O que uma pessoa quer, num site de serviço ou e-commerce, ou mesmo institucional, é realizar uma tarefa, conseguir uma informação, comprar alguma coisa, etc. As pessoas não visitam sites como zappos.com para se entreter. Querem comprar um sapato.

Quando Tony Hsie disse que a Zappos usa o dinheiro que gastaria em publicidade para melhorar a experiência do usuário, ele não estava se referindo apenas ao que nós, arquitetos de informação, entendemos por experiência do usuário - ou seja, experiência digital. Ele estava falando de todo o processo de atendimento, até o cara receber o sapato em casa e mandar de volta para trocar, se for o caso. Uma excelente experiência do usuário significa que ele foi bem atendido do início ao fim da tarefa na qual estava engajado com aquela empresa.

Logo, a experiência do usuário no relacionamento com a Zappos só termina quando o comprador põe o sapato no pé, aprova, e sai para a rua viver a sua vida.

No entanto, a sugestão de revisão de processos, ou de melhorias no produto e serviço, não é da alçada de uma agência de publicidade - que está lá apenas para fazer o site, a campanha, o marketing.

Será que nós, profissionais de UX, deveríamos expandir nosso trabalho para além (antes e depois) da passagem da pessoa pelo ambiente digital?

Em outro painel que assisti ontem, sobre a utilização de ferramentas web 2.0 para construção da marca, alguém apresentou a seguinte questão: na empresa em que trabalha, o produto tem problemas. Mas a empresa está no Twitter, e os clientes estão começando a reclamar publicamente. Como lidar com essa situação, se o produto realmente não está bom? A reposta de um dos painelistas foi: "social media traz pessoas para o seu produto, mas você ainda tem que pensar no produto. Se o seu produto não é bom, deve ficar longe das mídias sociais". Mais uma vez, a resposta é óbvia. Antes de pensar em marketing, melhore seu produto e seu serviço.

Se todas as empresas fizessem o que a Zappos faz - melhorar muito o serviço às custas da verba do marketing -, provavelmente as agências, em seu modelo atual, teriam que se reestruturar, ou fechar as portas.

Ou vamos todos mudar de profissão ou nossa profissão muda com o mundo. Para melhor. Para um mundo onde o que pagamos pelos serviços corresponde realmente à qualidade deles.

Agora imagine se a Gol estivesse no Twitter...


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Meu namorado reclamou que estou demasiadamente digitalmente efusiva, abusando do Twitter. Mas isso é parte do que vim aqui para fazer! Além disso, estando sozinha, faço apenas uns "fast-friends": encontro alguém num painel, ou numa fila, troco umas palavras, e nunca mais vejo, porque o centro de convenções é enorme e as palestras são muitas (uma média de 10 palestras simultâneas, na mesma hora, vezes 6 horários por dia). Então, Twitter is my best friend now ;)

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Hoje fui correr perto do hotel, que fica na beira de um lago (vide foto abaixo), e foi uma delícia. Não está mais tão frio, está perfeito.

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Uma das minhas principais qualidades é a organização. No entanto, por maior que seja meu planejamento, não consigo pensar em tudo. E uma coisa que ainda não consegui foi comer minha comida americana preferida: breakfast pancakes, com blueberries e cheia de manteiga e maple syrup. Ainda não consegui porque simplesmente não tive tempo de planejar: procurar um café que tenha panquecas e que seja perto do centro de convenções e sair do hotel num horário decente. Hoje, atrasada por causa da corrida, acabei num café que tinha visto ontem, a uma quadra da convenção. Errei feio: era um café francês, que servia apenas crepes. O crepe estava bom e tinha um machiatto com café de verdade - mas vir pra Austin pra comer crepe??

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Agora às 11:30 uma das palestras que quero ver se chama "Why is professional blogging bloodsports for women?". Para mim, que faço um blog profissional que se mistura muito com o pessoal (afinal, "the personal is politic"), é uma ótima opção. No entanto, no mesmo horário, em outro salão, tem o Jared Spool, UX guru, em uma "Journey to the center of design". Oh, decisões difíceis...

 

 

Quando esta dando tudo certo

Quando esta dando tudo certo as pessoas não param para pensar no próprio negócio, e deixam o barco correr. As pessoas ainda estão usando as mídias novas como usavam as velhas. Eles querem saber se o comercial deles esta "passando" no Youtube, querem deletar criticas negativas ao seu produto e etc.

Sobre a resposta de um dos

Sobre a resposta de um dos painelistas: "social media traz pessoas para o seu produto, mas você ainda tem que pensar no produto. Se o seu produto não é bom, deve ficar longe das mídias sociais" Ale, se as pessoas se expressassem de forma mais madura, o painelista estaria errado, concorda? Abraços!

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