AI senior é bem raro e mais raro ainda é tirar o AI senior de onde ele está

A conversa com a Lets foi rápida, mas rendeu mais um post. (Cheia de posts hoje. Tá sem job? rsrs). Isso é que dá conversar com jornalista, tudo vira pauta. Mas esse é mais para pensar do que para concluir alguma coisa.

O tópico é a dificuldade de contratar arquitetos de informação seniors, isto é, aqueles com mais experiência, o tipo de profissional que tem visão estratégica e cujo trabalho transcende muito o de só criar wireframes. AI senior é bem raro. E, como disse a Letícia, mais raro ainda é tirar o AI senior de onde ele está. Pela raridade, AI seniors deveriam ser bem melhor remunerados. E não apenas por isso, mas também - polêmica, polêmica - pela qualidade dos AIs junior que entram no mercado.

Quem tenta contratar, sabe. Como falou a Lets, é cada coisa que aparece... "Acho que nossa área virou pára-raio de perdido. O cara tá perdido na vida e decide ser AI. Só pode", disse a Letícia. A lista de arquitetura de informação constantemente dá exemplos disso.

Sabemos que formação oficial não garante qualidade, mas a nossa profissão tem o agravante de não ter nenhum tipo de currículo. Que, se não garante qualidade, ajuda pelo menos a definir uma grade mínima. Como não existe formação, AI junior geralmente é alguém que quer ser arquiteto de informação, mas que ainda não sabe como. Na maioria das vezes, vai se tornar um AI na lida diária. Até aí, problema nenhum, todo mundo já foi junior em alguma coisa. O problema é o cara achar que já nasceu sabendo. E maior problema ainda é a falta de ingredientes básicos para aprender direito. Na minha humilde opinião, nem a prática nem a teoria sozinhas criam um bom profissional. Tem que, principalmente, LER MUITO. E não apenas livros técnicos. Pra ser um bom profissional, também é preciso ser uma pessoa interessante e interessada, um cidadão com experiência na vida e com a mente aberta. A ausência de experiências interessantes ou da vontade e disponibilidade de tê-las aumenta muito a chance de tosquice generalizada...

Enfim, é um assunto espinhoso, controverso e delicado. Como podemos melhorar a qualidade dos profissionais de arquitetura de informação?

 

Apoiada =)

Excelente post Ale. E é bem por ai mesmo, Ai sênior, alem de não ser facil de achar, difícil e arrancar ele. Poxa, é chato ficar escutando coisas do tipo: "O que vc ta pedindo, é alto demais" .... ou "procuramos alguem com um perfil menos especializado". telca SAP: "queremos alguem muito bom, mas nem queremos pagar bem. Tem jeito champz? " E o nosso happy ¬¬

Emerson, acho que não é bem

Emerson, acho que não é bem faculdade o que a Ale quis dizer, assim, pode até ser que faculdades ajudem, mas sou da opinião que AI não é uma área que deveria existir Juniores por exemplo, ou melhor dizendo, pode até existir Junior mas contanto que trabalhar com AI/UX não seja a primeira tarefa dele depois da faculdade, tipo estágio, acredito que um profissional que antes era Designer, Programador, Jornalista ou Engenheiro (ou sei lá o quê!) tem mto mais preparo pra ser um AI, pelo fato q ele já tem uma bagagem com interface, com os bastidores de projetos interativos, com os problemas que existem, já pensou antes em soluções que gostaria de colocar em prática, já se irritou com várias coisas ruins q viu, etc, etc. Ale, outro dia li um artigo q o Rosenfield citou no blog dele (acho q foi isso msm), nesse artigo é citado coisas como "UX não é...". E nele é citado várias expertises e experiências que é lógico que um jovem recém-saído de faculdade não tem e eu concordo. Acho que não deveria existir por exemplo uma vaga de estagiário em AI e isso não é uma implicância minha com estagiários ou quem está começando, eu só acho que pra ser AI o sujeito primeiro, tenha noção clara do que seja, segundo, tenha vontade de fazer isso, terceiro, venha com ele uma bagagem de ter passado por vários segmentos quanto a projetos interativos e quarto, se o sujeito puder ser alguém que consome mta informação melhor ainda, afinal, AI é tudo, menos ser um produtor de wireframes.

Ale, Concordo com você e com

Ale, Concordo com você e com a Lets, mas olha só: não é só AI que tem profissionais pouco capacitados. Isso é muito comum a várias novas funções - redes sociais, por exemplo. O que existe, além de despreparo, é muita picaretagem que acaba dando certo. Talvez porque quem contrata não tem tempo ou bagagem para avaliar direito, por exemplo. Costumo brincar com uma amiga que, assim como existem arquitetos auto-intitulados, vamos nos dizer dermatologistas autodidatas. Não acho que devamos ter uma OAB ou uma faculdade específica. Mas é necessário haver mais controle na seleção de profissionais: o mais estranho, acho, não é haver gente que não tem - e não quer ter - preparo, mas sim o fato de essas pessoas terem espaço no mercado de trabalho.

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