Mais eventos. Mais um sábado ocupada. Dessa vez fui ver o Intercon, e foi bem interessante ampliar a visão da usabilidade para outras variáveis que devem se levadas em consideração no planejamento de mídias online. Como disse o Philipe Rhodes no EBAI, a gente (usabilidade, AI etc) é apenas uma pequena parte de um projeto - e, na maioria das vezes, se não fosse o marketing, a gente nem existiria. Por exemplo, não adianta nada fazer um site e não "ativá-lo". Ninguém vai achar seu site.
Mas nem por isso devemos cair no lado oposto, o do marketing feroz, que só pensa em vender, vender, "monetizar". A nova palavra da moda no mundo digital.
Monetização - lindo se fosse tornar as coisas mais Monet, haha. Mas é tornar as coisas mais rentáveis, fazer dinheiro com a web - com um blog, um site, um aplicativo. Nada contra, eu também adoro ganhar dinheiros. Mas antes de pensar em "monetizar", os novos gênios jovens do mercado digital precisam primeiro pensar em coisas mais básicas, como criar diálogos que as pessoas querem ter - e não empurrar goela abaixo conteúdo inútil e irrelevante. Tem gente que quer monetizar o blog mas precisa antes é aprender a escrever.
Eu faço parte da turma dos revolts. Sempre fui do contra. Não sou do tipo que tampa o nariz e acredita. Então, tem muita coisa no "mundinho da internet" que me dá dor de estômago. No domingo fui almoçar com o amigo @exucaveiracover, outro revolucionário que não acredita em hypes, e soltamos o verbo. Pelo menos eu não estou sozinha.
Tem um grande amigo meu que um dia me ensinou o segredo de se dar bem em São Paulo, e pode ser também o segredo de se dar bem no mercado digital. Diz ele: "em terra de cego, quem FINGE que tem um olho é rei". Tem gente que finge tão bem que engana até a si próprio - esse é o segredo. São esses os caras que vão lá e fazem. A minha turma dos revolts deveria aprender pelo menos isso com eles. A gente fica se questionando, duvidando da própria capacidade, e acaba não fazendo nada. Eu tenho um livro pra escrever e estou paralisada. Sento pra escrever e começo a pensar "mas quem sou eu pra escrever um livro? será que tenho capacidade?". O significant other tá cheio de arte dentro dele e paralisa, duvida, tem vergonha de admitir que é um artista. E assim, enquanto a gente não faz nada, os que fingem que tem um olho invadem o mundo, monetizam, estão na lista dos mais vendidos e enchem os asteriscos de dinheiros.
E pra terminar o ataque de mau humor, declaro que cheguei oficialmente na velhice. Entreguei os pontos lá no Tim. Mega cansada do dia inteiro de Intercon, emendei com uma janta e fui ver The National e MGMT, duas bandas que eu já tinha visto esse ano lá no Coachella. Não gosto muito do National, mas amei MGMT no Coachella. Mas o show do sábado achei uma droga, os caras pareciam uma banda de metal progressivo, mega chato. E eu super cansada, e os jovens hype ao redor achando tudo o máximo e eu pensei: isso é pra jovens. Não é mais pra mim. Como diz o Cabral, marido da Verinha, "me deixem envelhecer em paz!" ;)
Boa semana.
presente!
Re-volt
Revolts
Coincidentemente, tive uma
Quase fui
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