Como Carla Martins falou em seu blog, o arquiteto de informação é o elo de integração entre a estratégia e a interface. Ou seja, o AI é o responsável por tornar tangível o modelo de negócios e viabilizar os resultados planejados e os objetivos - através do planejamento da interface entre cliente e empresa.
Sobre este mesmo assunto, o guru da usabilidade Jared Spool iniciou uma discussão muito interessante na lista do Interaction Design Institute. No post, intitulado Why understanding business models is important to Ix designers, Jared reafirma uma verdade indiscutível, mas às vezes ignorada ou esquecida na pressa dos projetos: planejar interações já é difícil quando se conhece o modelo de negócios.
"When the designer knows exactly how making a better design will increase the value of the company, (thereby increasing the chances they'll get a raise if they do a good job,) it's still hard to know what to do".
Imagina quando há total desconhecimento do modelo de negócios - uma situação que, apesar de bizarra, é mais comum do que o bom senso pode supor. Acredito que a maioria dos AIs já tenha passado por isso. Recebem um briefing muito básico e uma instrução: "faz aí"... rsrsrs. E agora? Fazer baseado em quê? O pior é que, às vezes, nem o próprio cliente sabe qual é o modelo de negócios, a estratégia da empresa/produto, e muito menos como alinhar tudo isso com o ambiente que está sendo planejado, para que se atinjam os objetivos esperados (aliás, que objetivos?)
"Designers that can't talk to value in the business model also can't explain why they themselves should be on the payroll. This is why understanding the business model is essential to good interaction design".
Por isso, se não há clareza sobre os objetivos e estratégia, não adianta lavar as mãos e pensar que isto não me diz respeito. Tenho que tratar de descobrir... Para isso, a fase de pesquisa é essencial. Por conta disso, é importante que o AI tenha alguma influência no cronograma e possa sugerir mudanças na metodologia de projetos e nos prazos, para conseguir "forçar" um período adequado para a fase de pesquisa. Que, de preferência, inclua um mergulho dentro da empresa, recheado de entrevistas com stakeholders, e análise de logs e documentação (até mesmo, em alguns casos, o relatório anual).
Fala-se muito sobre design centrado no usuário. Mas é importante que não se esqueça de quem paga a conta. É obrigação do AI não apenas pensar na experiência do usuário, mas em como essa experiência estará alinhada à estratégia do cliente. Para, daí sim, poder realmente ser o profissional encarregado de integrar a estratégia à interface.
Bem lembrado
Bem lembrado, David. Eu acho que isso é algo que AIs de intranets estão mais acostumados a fazer. Neste modelo de agência que o Rogério citou, o AI não tem muitas chances de realmente se envolver com o cliente - e aí fica difícil pensar na governança. Quanto à tecnologia, vejo que quando trabalhamos com plataformas de portais isso é uma consideração mais importante do que no planejamento de hotsites, por exemplo. No meu primeiro projeto na agência, fui perguntar para o desenvolvedor o que eu podia fazer (já acostumada às restrições do Sharepoint), e recebi a resposta dos sonhos: "tudo". Hahahaha! Fico muito feliz que minha agência é pequena e eu participo dos projetos desde o início, o que me dá a chance de criar contato e confiança com o cliente.
Obrigada pela participação de vocês aqui no meu quadrado ;)
A observação do Rogério é bem
Participação do arquiteto
Ale, gostei do post. Mas
Aleh, Acabou de acontecer
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