Protótipos gone crazy

Protótipos são tão comuns na pratica de AI, que o Summit teve um painel só para falar disso. Todd Zaki Warfel, Chris Conley, Anders Ramsey e Jed Wood responderam perguntas, mostraram exemplos de protótipos e falaram do processo de criação. Protótipos, na opinião deles, não servem apenas para simular interações. Podem ser também ótimas “piece of conversation”, quer dizer, algo que se leva para o cliente para engajar a participação e reunir respostas e sugestões.

Eu saí do painel com a certeza absoluta de que tinha que aprender muita coisa, começando por XHTML...

Basicamente, os painelistas fazem protótipo com código. Anders usa o Dreamweaver, e escreve XHTML “na unha”. Outros usam Fireworks ou Flash ou Flex. Os protótipos apresentados chegavam tão perto do “real thing” que Anders recomenda que sejam feitos por programadores – e não por designers de interação, se não tiverem noção de código.

Um dos problemas de protótipos tão hi-fi é que muitas vezes os desenvolvedores utilizam o mesmo código para a criação do site - ctrl C + ctrl V. E se o código está mal escrito, a coisa vai ficar mal feita. Outro problema é que, se o cliente vê um protótipo de alta fidelidade, pode pensar que já está tudo pronto – e daí não entende a demora da fase de desenvolvimento. Além disso, como fica o layout? Entra antes ou depois do protótipo?

Um dos patrocinadores era o Axure, software que muita gente usa no Brasil para wireframes e protótipos. Esta semana o Axure lançou a versão 5.0, que conta com controle de versão, colaboração (check-in e check-out), widgets que simulam RIAs e Ajax, audiências diferentes para mesmas páginas.

Me chamou a atenção que, no painel, nenhum dos profissionais tenha mencionado Axure. Durante um almoço, sentei ao lado de Anders e aproveitei para fazer esta e muitas outras perguntas para ele. Ele explicou que não recomenda o Axure porque cria expectativas sobre como uma interação vai ser, só que quando a coisa fica pronta mesmo, é diferente do que foi prototipado. Ou seja, o software não tem a capacidade de simular exatamente o que está sendo projetado, e o propósito de protótipos é a simulação exata, na opinião de Anders.

Anders recomenda que os profissionais envolvidos no projeto comecem a trabalhar todos juntos desde o começo: desenvolvedores criando o protótipo, diretor de arte criando o layout, arquitetos de informação e designers de interação fazendo o que tem que fazer. Eles podem comunicar as interações ao desenvolvedor através de sketches, desenhos de baixa fidelidade. No fim, o que é apresentado ao cliente já é muito próximo do objeto final (o processo recomendado por Anders se aproxima muito da metodologia Agile).

Concordo!

Ale concordo com você que são os programadores que tem que fazer isso e não o AI, o foda é que tem lugares que tem um arquiteto de informação e o pessoal acha que ele deve fazer de tudo um pouco. E também conheço outros que tem um nucleo de arquitetura de informação com programador para ajudar na criação de protótipos mais "robustos" e até um cara da área de criação envolvido, para chegam mais próximo a experiência de um produto final. é existe empresas e empresas... :) Beijocas

adorei

adorei tudo
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vc!
[]s

alien ale

Ale, vc está tão hi-teca nesse mundo de pura tecnolorgia, que eu me sinto distante de vc, como um alienado do mundo do surf. bjs

Gostei do seu blog viu.

Oi Ale, adorei seu blog, li tudo e fico esperando novos posts, afinal, não fui ao IA Summit. =(

beijos

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