Ah, o universo, com suas possibilidades infinitas e a ausência de controle que torna tudo mais interessante - e ao mesmo tempo mais estressante... Tenho tido muita dificuldade com o fato de que as coisas não são quase nunca da maneira que eu preferiria que elas fossem. O mundo de maneira geral me contraria (hahaha).
Não sei como eu cheguei até aqui sem ter ainda me acostumado a essa característica fundamental da vida, mas enfim. Este não é o blog pessoal, no qual eu falo sobre relacionamentos e as profundezas do ser - mas às vezes é impossível separar a vida pessoal do trabalho. Ainda mais pra mim, que acho que no mundo digital não existe separação entre uma coisa e outra.
A questão da contrariedade e a discussão de erros e acertos é inerente a minha maneira de viver, e portanto é considerada por mim uma "questão'macro" - e naturalmente permeia algumas escolhas, reflexões e atitudes no dia-a-dia profissional. Veio à superfície agora por conta de uma série de acontecimentos na vida pessoal/familiar, e apareceu na vida profissional depois de uma interação bacana e desafiante com uma equipe muito bem preparada de um cliente. Esta equipe, sempre com respostas rápidas e com a lição de casa bem feita, é o sonho de qualquer arquiteto, porque as discussões conceituais são de alto nível, e o trabalho colaborativo é grandemente facilitado.
Comecei a falar sobre isso no post As diferentes maneiras de organizar um ambiente - que teve uma ótima resposta do Moisés Ribeiro: "...as soluções propostas por um AI (ou designer) são as melhores que ELE encontrou para aquele problema". Diz o Moisés que o designer tem que saber "argumentar e defender o seu projeto". Para isso, as decisões têm que estar muito bem fundamentadas.
Continuando o assunto, o que acontece se o cliente prefere se pautar pelo lugar-comum do segmento do negócio dele, optando pelas soluções mais utilizadas pela concorrência? Não é recomendável projetar um ambiente sem fazer um bom benchmark. Mas nem sempre o que a concorrência faz é melhor (queremos, inclusive, que o nosso site seja o melhor do segmento, certo?). Na hora de construir um ambiente digital, é preciso, sim, olhar a concorrência, mas não podemos nos pautar por ela. Há mais chances de errar? Sim. Mas, se queremos construir algo inovador, temos que dar um passo além.
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